sexta-feira, 14 de setembro de 2018

NOVO ANO - ANO LETIVO 2018/2019

"Bom ano letivo para todos!


"Não existem impossíveis para quem se dedica a uma causa com esforço e dedicação.
O talento e a inteligência são uma grande ajuda, mas nada servem se não forem acompanhados de uma enorme vontade de atingir as metas propostas.

Que este seja uma ano onde nunca falte a motivação, e que no final a felicidade esteja estampada nos rostos daqueles que fizeram por merecer a vitória."

Bom ano letivo para todos!

A NOSSA PRODUÇÃO


A arranca das cebolas.





O cabaz de produtos das nossa horta.





OS NOSSOS FINALISTAS - 1º CICLO


OS NOSSOS FINALISTAS - PRÉ-ESCOLAR


terça-feira, 19 de junho de 2018

FESTA DE FINAL DE ANO - CONVITE


O Centro Escolar de S. Cipriano tem a honra de convidar V. Exa. para a Festa de Final de Ano, a realizar no dia 22 de junho de 2018, pelas 14h30, no Centro Cultural de Resende.


HORTA - PONTO DE SITUAÇÃO

Para que os nossos compradores estejam a par:

Já temos boas e belas alfaces para venda,






As courgettes já começam a crescer,


E o nosso pereira está bem carregadinha.



segunda-feira, 18 de junho de 2018

A GIRAFA QUE COMIA ESTRELAS - trabalhos

DESAFIO

De que tens tu saudades?

     Tenho saudades do meu pai.

    Tenho saudades da Ilha da Madeira e do hotel onde ficamos.
 
     Tenho saudades da praia e da piscina.

     Tenho saudades do meu gatinho e do meu tio.

     Tenho saudades da minha avó e de gelados.

      Tenho saudades do meu vitelo.

      Tenho saudades das férias e de brincar na rua.

      Tenho saudades de conversar com os meus amigos.

      Tenho saudades do pôr de sol.

      Tenho saudades de chapinar nas poças da água.

      Tenho saudades de fazer bolas de neve e atirá-las ao meu irmão.

      Tenho saudades do silêncio da manhã.

      Tenho saudades do chilrear dos pássaros na primavera.

      Tenho saudades de ser criança.
 

Que problemas do mundo te assustam?

      A violência entre as crianças.

      A guerra entre os povos.

      A solidão na minha aldeia.

      A poluição.

      A falta de chuva.

      O barulho nas escolas.

      A falta de trabalho para o meu pai.

     
E o que estarias disposto a fazer para os resolver?

      Para que não haja violência entre as crianças, eu posso pedir desculpa!

      Para que não haja guerra entre os povos, eu posso oferecer flores.

      Para que não haja solidão na minha aldeia, eu posso ir visitar os velhinhos.

      Para que não haja poluição, eu posso reciclar e não deitar lixo ao chão.

      Para que não haja barulho nas escolas, eu posso sussurrar aquilo que quero dizer.

      Para que haja trabalho para o meu pai, eu posso rezar a Jesus.


Faz um levantamento de frases com ensinamentos/provérbios.

      Só percebemos o valor da água depois que a fonte seca.
Provérbio popular
Os sábios não dizem o que sabem, os tolos não sabem o que dizem.
Provérbio orientalDeus não pode estar em todos os lugares e por isso fez as mães.Ditado judaico
Se você quer manter limpa a sua cidade, comece varrendo diante de sua casa.
Provérbio Chinês
Calados, não temos nem que repetir nem que explicar.Ditado judaico
Uma mente fechada é como um livro fechado; somente um bloco de madeira.
Provérbio Chinês
Difícil é ganhar um amigo em uma hora; fácil é ofendê-lo em um minuto.Provérbio ChinêsA palavra é prata, o silêncio é ouro.Provérbio ÁrabeSe não queres que ninguém saiba, não o faças.Provérbio ChinêsLembre-se de cavar o poço bem antes de sentir sede.Provérbio ChinêsOs ignorantes, que acham que sabem tudo, privam-se de um dos maiores prazeres da vida: aprender.Provérbio popularAntes de dar comida a um mendigo, dá-lhe uma vara e ensina-lhe a pescar.Provérbio Chinês





segunda-feira, 11 de junho de 2018

LIVRO DA SEMANA - A Girafa que comia estrelas (de 11 a 15 de junho)


A girafa que comia estrelas, de José Eduardo Agualusa, é um brevíssimo conto infantil cheio de imaginação e fantasia. Tem por protagonista a girafa Olímpia e a galinha do mato Margarida, duas amigas inseparáveis. A girafa, de pescoço desmedido, passa o tempo a furar as nuvens, para tentar Agrupamento de Escolas Escultor Fernandes de Sá ver os anjos, e, à noite, engole as estrelas do céu, que lhe causam alguma ardência no estômago. A galinha do mato, também adora as nuvens e colecciona objectos brilhantes, como o olho de vidro do pirata da perna de pau. Um dia, a savana onde viviam fica sem nuvens e o sol começa a secá la. As duas amigas procuram nuvens em céus distantes e sopram-nas para a savana. E, porque a girafa era muito dada a constipações, com um espirro, consegue chuva suficiente para encher de verde tenro a savana doente de seca. A escrita, muito clara e ágil, convida a uma fácil leitura que as ilustrações enchem de colorido e graça. Eis um livro bem adequado ao pequeno leitor a que se destina.

DESAFIO

De que tens tu saudades?

Que problemas do mundo te assustam?

E o que estarias disposto a fazer para os resolver?

Faz um levantamento de frases com ensinamentos/provérbios. 

JOGOS

Continuam a ter sucesso os jogos por nos criados com material reciclado.
A Brincar também aprendemos.




OFERTA DE LIVROS

A nossa BE ficou mais rica com a oferta de livros pela família do Tiago Lamego.
Livros que nos agradecemos e prometemos cuidar bem.


Bem Haja!

CONCURSO UMA AVENTURA

Recebemos um livro da coleção "Uma Aventura", que por acaso até tem duas histórias, pela nossa participação no concurso deste ano letivo.


Aqui ficam os trabalhos enviados.

A JOANINHA VAIDOSA, de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada


Era uma vez uma joaninha muito alegre e divertida que vivia num bosque. Todos os seus habitantes a admiravam e com ela brincavam. Era a personagem principal daquela terra.
Mas um dia apareceu por lá uma borboleta com asas azuis, e todos ficaram maravilhados. Ficaram espantados pela sua beleza. A Borboleta riu-se feliz pela atenção, brincou com os animais e prometeu voltar.
Mas no dia seguinte, quando voltou, a borboleta trazia asas amarelas, não falou com ninguém e foi-se embora. Todos acharam que se achava muito importante por ser bela. Ao fim do dia voltou e já com outras assas, agora de várias cores.
O tema de conversa passou a ser borboleta, todos ficaram com a pulga atrás da orelha, pois as borboletas não mudam as asas. A situação deixou triste e ciumenta a joaninha, habituada a ser o centro das atenções e a mais bonita.
Todos queriam desvendar aquele mistério. O mocho, o mais sábio dos animais, aconselhou todos a terem calma e a esperar, pois o tempo tudo resolve.
Entretanto a joaninha, sentindo-se cada vez mais sozinha e abandonada resolveu, também ela, mudar de visual para chamar a atenção. Primeiro quis ser parecida a uma rã, usando folhas verdes, para poder nadar e mergulhar, mas quase ia morrendo afogada, se o cágado não a salvasse. Mas nem isso a fez desistir. Logo a seguir, resolveu vestir penas de pássaro para ficar mais bonita e poder voar. Grande trambolhão deu, mas nem assim os amigos lhe deram atenção, nesse preciso momento chegaram três borboletas: uma de asas azúis, outra de asas amarelas e outra de asas com todas as cores.
Os outros animais perceberam assim o mistério. Afinal eram três irmãs. Todas elas lindas.
Nesta altura a joaninha ficou ainda mais triste e decidiu fazer um novo vestido, agora com flores. O mocho percebeu que algo se passava com a joaninha, e foi falar com ela para saber o que tinha. A joaninha disse-lhe que queria ser bonita como as borboletas. O mocho respondeu-lhe que não devia olhar para os outros para imitar a sua beleza, mas olhar para si, e para realçar a sua belza, escolher coisas que lhe ficassem melhor.
A joaninha seguiu o conselho e passou a usar enfeites, sem imitar ninguém.
Todos podemos ser vaidosos e querer estar no nosso melhor.
Mas ter inveja da beleza dos outros, não é um bom caminho para sermos belos também por dentro.
Quando a joaninha percebeu que todos são bonitos, por serem diferentes, passou a ser grande amiga das borboletas.
2º ano, CESC
O 5 DE OUTUBRO E A 1ª REPÚBLICA

Contextualização

Em finais do século XIX, vivia-se em Portugal um forte descontentamento pelo estado em que se encontrava o país, sobretudo pelos dirigentes do Partido Republicano. Havia falências, aumentava o desemprego, multiplicavam-se as greves. Os governos sucessivos, indicados pelo rei, não conseguiam resolver os problemas, e a maneira como rei D. Carlos conduzia a política e as enormes despesas da família real com viagens levavam a que o rei tivesse uma imagem negativa perante o país.

Assim, muitos eram aqueles que se impunham à monarquia e exigiam uma mudança de regime.

No início do século XX, mais propriamente em Agosto de 1906, é eleito chefe do governo João Franco que governava com pulso de ferro.
O povo odiava-o. Até alguns monarquicos não o podiam ver. Os republicanos culpavam o rei, pois este não lhe retirava o poder.
O partido republicano queria abolir a monarquia, mas não queria fazer mal ao rei, isto porque D. Carlos tinha muitos amigos na europa, pois passava a vida a viajar, e no futuro queriam poder contar com alianças com países estrangeiros.
Nesta altura cresce a revolta e começa-se a organizar a revolução.
Mas alguém deu com a língua nos dentes e o governo descobre os planos dos revolucionários e manda prender alguns deles. O restantes avançam na mesma, mas tudo corre mal e muitos dirigentes são presos, segundo as ordens de João Franco.
Não contente com isso, o chefe do governo levou, ainda, o rei a assinar um decreto que impunha o degredo (exilio) para Àfrica ou Timor, de todos aqueles que conspiraram ou viessem a conspirar contra o governo e o rei.
Reza a história que no momento da assinatura o rei terá dito: "Acabei de assinar a minha sentença de morte."

O Regicídio

Parecia adivinho. Temendo as reações dos populares, mas disposto a ocupar o seu lugar e a enfrentar as dificuldades, estando ausente no Alentejo, com o seu filho mais velho e a rainha, numa escapadinha para caçar, decide regressar a Lisboa., temendo as reações dos poulares, mas disposto a ocupar o seu lugar e a enfrentar as dificuldades. Até porque recebeu uma carta de João Franco garantindo que o ambiente na capital estava calmo.
Ao desembarcar do comboio no Terreiro do Paço, no dia 1 de Fevereiro de 1908, percebe que o ambiente está tudo menos calmo e assusta-se quando o chefe da polícia de serviço lhe responde: "Meu senhor, isto vai muito mal..."
Depois de conversar com João Franco, abraçou D. Manuel e subiu para a carruagem que o levaria a casa, o Palácio das Necessidades.
Estava uma multidão na rua e no ar sentia-se o medo, a raiva, a ansiedade e a excitação.
Pouco tempo depois surge no meio do povo um homem barbudo, de gabardina vestida, de onde tirou uma carabina e disparou sobre a comitiva do rei. Do outro lado da rua surge outro homem, também ele armado, que saltou para a carruagem e disparou até à ultima bala, nas costas do rei D. Carlos. O princípe Luís Filipe ainda se defendeu a tiro mas também ele foi abatido. A rainha descontrolada gritava: Infames, Infames!
Por fim a polícia disparou sobre os agressores e depois sobre as pessoas que assistiam. Gerou-se uma grande confusão, com pessoas a gritar e a fugir.. E o grito que mais se ouvia na cidade era: Mataram o Rei! Mataram o Rei!

O último rei de Portugal

Logo no dia seguinte ao regícídio D. Manuel reuniu o Conselho de Estado, composto pelos chefes dos principais partidos políticos, a rainha D. Amélia e outras figuras importantes do país, e D. Manuel II, o filho mais novo de D. Carlos com 18 anos, em vez de ir para a Escola Naval, assume o trono. Também não o seria por muito tempo.
Depois a primeira decisão que tomaram foi afastar João Franco do governo, porque o consideravam culpado por não ter garantido a segurança do rei. E nomearam o almirante Ferreira do Amaral, que não estava identificado com nenhum partido.
Definiram ainda as regras destinadas a acalmar o país, a que deram o nome de "política de acalmação".
Envolveram no governo pessoas de vários partidos e libertaram os presos republicanos a fim de acalmarem os ânimos.
De início funcionou, porque toda a gente ficou impressionada com a morte brutal do rei e do principe. E até o Partido Republicano afirmou que nada tinha a ver com o regicídio, apesar de querem depor a monarquia. O que era verdade, pois os assassinos pertenciam aos Carbonários.

A simpatia pela República aumenta

Durante o reinado de D. Manuel II, os problemas do país não se resolviam, pois continuava a haver instabilidade política, corrupção, falta de dinheiro, desemprego e descontentamento, pelo que a monarquia volta a perder apoio, e a simpatia pela República aumenta.
E é nesta altura que os republicanos conseguem fazer acreditar que o mal do país estava na Monarquia, e que só a República o podia salvar.
No ano em que acontece o Regicídio, há também eleições legislativas, e o Partido Republicano sobe o número de deputados para sete. E nas eleições autárquicas ganha facilmente a Câmara Municipal de Lisboa entre outras autarquias na província.
Os republicanos consideram que estão no bom caminho para depor a monarquia.
Mas os Carbonários acham que só com a revolução consegueriam derrubá-la.
E realmente a Carbonária veio a ter um grande papel na revolução de 1910, pois entretanto, o seu chefe, consegue ligações com o Partido Republicano, e consegue mesmo trazer para o seu grupo dois dirigentes.
E nesse sentido, esta sociedade secreta, adota uma estratégia de minar a população e cativar mais aderentes, encarregando cada elemento de arranjar um "primo", no Exércíto ou na Marinha, cria um serviço de contra-espionagem, para evitar fugas de informação, e cria um fundo de auxílio destinado a sustentar as famílias daqueles que fossem presos.
A par disto tudo íam comprando armas, fabricando bombas e fazendo contactos com outros grupos que também queriam a revolução, tal como a Maçonaria e os anarquistas.

A monarquia em Portugal tinha mais de setecentos anos de existência, seria que devido à crise em que se encontrava, estava à vista a sua extinção?

Páginas 57, 58, 62, 63 e 64

4º ano, CESC


quinta-feira, 7 de junho de 2018

O COELHINHO BRANCO - TRABALHOS


O COELHINHO BRANCO

Era uma vez um coelhinho branco que saiu de sua casa
para ir à horta buscar couves para fazer o seu caldinho.

Quando o Coelhinho Branco voltou para casa, deu com a porta fechada. Muito admirado, bateu à porta.
- Quem é? - perguntou, de dentro, uma voz de meter medo.
- Sou eu, o Coelhinho Branco que foi à horta buscar couves para fazer um caldinho.




- E eu sou a cabra cabrez que te salta em cima e te faz em três.






O coelhinho muito triste abalou dali e pelo caminho encontrou um boi.

- Por que vais assim a correr, Coelhinho Branco? - perguntou o boi.

Respondeu-lhe o Coelhinho Branco:

- Estou numa grande aflição, amigo boi. Eu tinha ido à horta buscar couves para fazer o meu caldinho e, quando voltei para casa, encontrei lá a cabraz cabrez que disse que me salta em cima e me faz em três. Por favor, tu que és tão grande, ajuda-me!

- Ui, embora grande, não vou lá que tenho medo. Sou boi, mas não sou nenhum herói!

O coelhinho ainda mais triste abalou dali. Muito assustado e sem saber o que fazer, lembrou-se de ir pedir ajuda a um amigo, maior e mais forte. E um pouco mais à frente encontrou um cavalo.

- Por que vais assim a correr, Coelhinho Branco? - perguntou o cavalo.
Respondeu-lhe o Coelhinho Branco:

- Estou numa grande aflição, amigo cavalo. Eu tinha ido à horta buscar couves para fazer o meu caldinho e, quando voltei para casa, encontrei lá a cabraz cabrez que disse que me salta em cima e me faz em três. Por favor, tu que és tão rápido, ajuda-me!


- Ui, embora rápido, não vou lá que tenho medo. Sou cavalo, mas não quero levar um estalo!

O coelhinho ainda mais triste abalou dali. E um pouco mais à frente encontrou um urso.

- Por que vais assim a correr, Coelhinho Branco? - perguntou o urso.
Respondeu-lhe o Coelhinho Branco:

- Estou numa grande aflição, amigo urso. Eu tinha ido à horta buscar couves para fazer o meu caldinho e, quando voltei para casa, encontrei lá a cabraz cabrez que disse que me salta em cima e me faz em três. Por favor, tu que és tão corajoso, ajuda-me!

- Ui, embora corajoso, não vou lá que tenho medo. 
Sou urso, mas quero acabar o meu curso!

O coelhinho ainda mais triste abalou dali. E um pouco mais à frente encontrou um camelo.

- Por que vais assim a correr, Coelhinho Branco? - perguntou o camelo

Respondeu-lhe o Coelhinho Branco:

- Estou numa grande aflição, amigo camelo. Eu tinha ido à horta buscar couves para fazer o meu caldinho e, quando voltei para casa, encontrei lá a cabraz cabrez que disse que me salta em cima e me faz em três. Por favor, tu que és tão resistente, ajuda-me!

- Ui, embora resistente, não vou lá que tenho medo. Sou camelo, mas não quero ficar sem pelo!

O coelhinho ainda mais triste abalou dali. E um pouco mais à frente encontrou um elefante!

- Por que vais assim a correr, Coelhinho Branco? - perguntou o elefante.

Respondeu-lhe o Coelhinho Branco:

- Estou numa grande aflição, amigo elefante. Eu tinha ido à horta buscar couves para fazer o meu caldinho e, quando voltei para casa, encontrei lá a cabraz cabrez que disse que me salta em cima e me faz em três. Por favor, tu que dás boa sorte, ajuda-me!

- Ui, embora dê boa sorte, não vou lá que tenho medo. Sou elefante, mas não quero encontrar esse arrogante!

O coelhinho ainda mais triste abalou dali. E um pouco mais à frente encontrou um leão!

- Por que vais assim a correr, Coelhinho Branco? - perguntou o leão.

Respondeu-lhe o Coelhinho Branco:

- Estou numa grande aflição, amigo leão. Eu tinha ido à horta buscar couves para fazer o meu caldinho e, quando voltei para casa, encontrei lá a cabraz cabrez que disse que me salta em cima e me faz em três. Por favor, tu que és o rei, ajuda-me!

- Ui, embora seja o rei, não vou lá que tenho medo. Sou leão, mas no boxe não fui campeão!

Que triste ficou o Coelhinho Branco. Nem os seus amigos mais fortes, valentes e corajosos o podiam ajudar.
Continuou o seu caminho, com uma lágrima a deslizar pelo canto do olho. Foi então, que apareceu a Amiga Baleia. Que grande sorriso! Ela sim, não lhe ia dizer que não.

- Por que vais assim a correr, Coelhinho Branco? - perguntou a baleia.

Respondeu-lhe o Coelhinho Branco:

- Estou numa grande aflição, amiga baleia. Eu tinha ido à horta buscar couves para fazer o meu caldinho e, quando voltei para casa, encontrei lá a cabraz cabrez que disse que me salta em cima e me faz em três. Por favor, tu que forte e boa, ajuda-me!

- Ui, embora forte e boa, não vou lá que tenho medo. Sou baleia, e não quero ser sereia!

O coelhinho ainda mais triste abalou dali. E um pouco mais à frente encontrou um polvo!

- Por que vais assim a correr, Coelhinho Branco? - perguntou o povo.

Respondeu-lhe o Coelhinho Branco:

- Estou numa grande aflição, amigo polvo. Eu tinha ido à horta buscar couves para fazer o meu caldinho e, quando voltei para casa, encontrei lá a cabraz cabrez que disse que me salta em cima e me faz em três. Por favor, tu que és tão musculoso, ajuda-me!

- Ui, embora musculoso, não vou lá que tenho medo. Sou polvo, mas quero ver se desenvolvo!

O coelhinho ainda mais triste abalou dali. E um pouco mais à frente encontrou um cão!

- Por que vais assim a correr, Coelhinho Branco? - perguntou o cão.

Respondeu-lhe o Coelhinho Branco:

- Estou numa grande aflição, amigo cão. Eu tinha ido à horta buscar couves para fazer o meu caldinho e, quando voltei para casa, encontrei lá a cabraz cabrez que disse que me salta em cima e me faz em três. Por favor, tu que és tão resmungão, ajuda-me!

- Ui, embora seja resmungão, não vou lá que tenho medo. Sou cão, mas não quero levar um beliscão!

O coelhinho ainda mais triste abalou dali. E um pouco mais à frente encontrou uma gata!

- Por que vais assim a correr, Coelhinho Branco? - perguntou a gata.

Respondeu-lhe o Coelhinho Branco:

- Estou numa grande aflição, amiga gata. Eu tinha ido à horta buscar couves para fazer o meu caldinho e, quando voltei para casa, encontrei lá a cabraz cabrez que disse que me salta em cima e me faz em três. Por favor, tu que és tão perspicaz, ajuda-me!

- Ui, embora seja perspicaz, não vou lá que tenho medo. Sou gata, mas não quero ficar sem uma pata!

O coelhinho ainda mais triste abalou dali. E um pouco mais à frente encontrou um galo!

- Por que vais assim a correr, Coelhinho Branco? - perguntou o galo.
Respondeu-lhe o Coelhinho Branco:

- Estou numa grande aflição, amigo galo. Eu tinha ido à horta buscar couves para fazer o meu caldinho e, quando voltei para casa, encontrei lá a cabraz cabrez que disse que me salta em cima e me faz em três. Por favor, tu que és madrugador, ajuda-me!

- Ui, embora madrugador, não vou lá que tenho medo. Sou galo, mas não quero sofrer um abalo!

O coelhinho ainda mais triste abalou dali. E um pouco mais à frente encontrou uma ovelha!

- Por que vais assim a correr, Coelhinho Branco? - perguntou a ovelha.

Respondeu-lhe o Coelhinho Branco:

- Estou numa grande aflição, amiga ovelha. Eu tinha ido à horta buscar couves para fazer o meu caldinho e, quando voltei para casa, encontrei lá a cabraz cabrez que disse que me salta em cima e me faz em três. Por favor, tu que és obediente, ajuda-me!

- Ui, embora obediente, não vou lá que tenho medo. Sou ovelha, e não quero ficar com a cara vermelha!

O coelhinho ainda mais triste abalou dali. E um pouco mais à frente encontrou um sapo!

- Por que vais assim a correr, Coelhinho Branco? - perguntou o sapo.

Respondeu-lhe o Coelhinho Branco:

- Estou numa grande aflição, amigo sapo. Eu tinha ido à horta buscar couves para fazer o meu caldinho e, quando voltei para casa, encontrei lá a cabraz cabrez que disse que me salta em cima e me faz em três. Por favor, tu que és saltitante, ajuda-me!

- Ui, embora saltitante, não vou lá que tenho medo. Sou sapo, e não quero ficar num farrapo!

O coelhinho ainda mais triste abalou dali. E um pouco mais à frente encontrou uma tartaruga.

- Por que vais assim a correr, Coelhinho Branco? - perguntou a tartaruga.

Respondeu-lhe o Coelhinho Branco:

- Estou numa grande aflição, amiga tartaruga. Eu tinha ido à horta buscar couves para fazer o meu caldinho e, quando voltei para casa, encontrei lá a cabraz cabrez que disse que me salta em cima e me faz em três. Por favor, tu que és dura, ajuda-me!

- Ui, embora seja dura, não vou lá que tenho medo. Sou tartaruga, e vou já pôr-me em fuga!

O Coelhinho Branco já quase desesperado, pois os seus maiores amigos não o podiam ajudar, sentou-se a chorar!

- Que se passa Coelhinho Branco, porque choras? - perguntou uma pequena formiga que por ali passava.

Respondeu-lhe o Coelhinho Branco:

- Estou numa grande aflição, amiga formiga. Eu tinha ido à horta buscar couves para fazer o meu caldinho e, quando voltei para casa, encontrei lá a cabraz cabrez que disse que me salta em cima e me faz em três. E ninguém lá quer ir porque têm medo.


- Mas vou eu e veremos como isso há-de ser. - disse a formiga toda decidida

O Coelhinho Branco ficou surpreendido. mas aceitou a ajuda da Formiga. Foram os dois e bateram à porta. Respondeu-lhes, lá de dentro, a cabra cabrez, numa voz de meter medo:

- Aqui ninguém entra. Está cá a cabra cabrez que vos salta em cima e vos faz em três.

- E aqui vai a Formiga Rabiga que te salta em cima e te fura a barriga. - retorquiu a formiga.

Dito isto, a formiga entrou pelo buraco da fechadura e pôs-se a picar a cabra cabrez. Tanta, tanta picada ela levou que teve que fugir cá para fora. Então, todos os seus amigos, vendo, aquele pequeno ser, a derrotar a cabra cabrez, ganharam coragem e correram atrás dela, às marradas, às dentadas, às bicadas, ... Até o coelhinho lhe deu um pontapé.

E assim, para festejar ter recuperado a sua casa e ter dado uma lição à cabra cabrez e aos seus amigos que não o ajudaram, o Coelhinho Branco fez finalmente o seu caldinho e convidou toda a bicharada para jantar.

Vitória, vitória, a cabra cabrez já se foi embora.

1º ano SC1 - CESC